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Como é ser uma mulher empreendedora à frente de uma startup?

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Só vai…

O nosso país tem tantos preconceitos, de todas as formas, gêneros e grau, que ser mulher a frente de um negócio com certeza impacta de alguma forma para outras pessoas, mas aprendi uma coisa importante que vou compartilhar com você.

Eu tive que ficar esperta muito cedo, a maldade humana, a imaturidade dos adultos foi me apresentada logo na infância e de alguma forma tive que ficar mais antenada. E isso me fez ficar muito mais “intra”, no meu mundo. Então tinha pensamentos de fuga para lugares que eram muito melhores que a minha realidade, o que literalmente pode ser chamado de “viajar na maionese”.

Na fase da adolescência também não foi diferente, creio que tive mais autonomia, mas aquela criança que viajava na maionese ainda estava dentro de mim, de alguma forma quando a imaturidade ficou estagnada, eu não sonhava em ser nada, em vencer em nada, apenas sabia que tinha que ter carteira assinada em uma boa empresa para ter dinheiro e sobreviver e para isso precisava estudar e, era uma boa aluna de qualquer forma.

A vida foi me apresentando pequenas oportunidades que eu agarrava e que fazia a minha vida tomar direções que hoje olhando para trás fizeram muito sentido, como a minha emancipação para comprar um computador em meu nome, como a mudança de cidade para estudar e conseguir um bom emprego, como sair buscando estágio, como decidir fazer faculdade mesmo desempregada, como passar em uma entrevista em uma grande empresa, como pedir demissão de outra grande empresa, como decidir começar empreender… eu tive que ser protagonista da minha própria história e senti desde cedo o desafio que é ser mulher, que é conquistar vagas que são primeiramente preenchidas pelos garotos, mas de qualquer forma a vida sempre me ajudou a dar a volta por cima e creio que a minha atitude sempre superou os “pré-conceitos”.

Certamente que perante alguém que tem que tomar uma decisão entre você e outra pessoa e essa outra pessoa ser um homem e você uma mulher, creio que essas pessoas já são diferenciadas por si só (como aqueles que me escolheram).

Nos relacionamentos também não foi muito fácil, tive um relacionamento mais longo que se tornou abusivo, agressivo e isso também foi bem desafiante, pois não sabia muito bem como lidar com todos aqueles sentimentos e que resultou na separação certamente. A mulher sempre está envolvida da imaturidade social.

Quando comecei a empreender tive que entender o outro lado da moeda, sair da linha da carteira assinada, para no futuro ser aquela que assina as carteiras e neste ponto sinto que foi mais desafiante, é muito nítido que o mercado dos negócios separam os homens das mulheres e quanto os homens se sentem superiores nisso, depois que pivotei a minha empresa e a Borelli Academy nasceu como startup senti isso muito mais latente. 

O mundo das startups é muito masculino, e quando se fala em tecnologia então, e para mim foi uma grande surpresa, porque achava que seria um pessoal mais cabeça aberta (rs) mas não vi isso não. Aliás, senti inclusive isso de mulheres que estão a frente de negócios mais avançados, como ter uma startup fosse algo mais elitizado. Aí foi algo além do gênero, mas incluiu a minha cor e a minha classe social. Ninguém está aguardando sentir o pré-conceito, e segregar é tão feio, sinto dó do ser humano que segrega, está tão parado em sua evolução.

Depois de ter vivido toda uma jornada até aqui, adotei como forma de sobrevivência cuidar do meu negócio, focar em conhecer pessoas e pessoas que querem se desenvolver e avançar, aí entra a nossa solução e zaz.

Não tenho que pedir permissão para ninguém para ter uma startup e nem empreender e por isso foco em vender, entregar e garantir que o meu cliente tenha uma excelente experiência e claro pagar os impostos.

Se você é uma mulher a frente dos negócios, o que posso te dizer é que, se você quer realmente que o seu negócio dê certo, faça o que precisa ser feito para dar certo. E é exatamente isso que fazemos aqui na Borelli Academy, ajudamos empreendedoras a fazerem o que precisa ser feito com gestão empresarial, este é o caminho para as coisas darem certo, ou pelo menos o mais próximo do que pode dar certo.

Você pode ter a cor que tiver, a classe que tiver, se você está focada em entregar uma solução para o mercado, foque nisso, sempre tem alguém que quer o que você tem, independente dos adjetivos que colocaram em você. E vida que segue, vamos evoluir e ser exemplo para outros evoluírem. Afinal, essa é a nossa vez de existir, não perca tempo com quem não usa o tempo para evoluir.

 

Suellen Borelli – CEO, Mentora e Palestrante na Borelli Academy

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